Trata-se de uma doença respiratória que começa em criadores de porcos, um vírus gripal do tipo A que pode se propagarrapidamente.
É transmissível ao ser humano ?
Sim, começando, em geral, por pessoas que estejam em contacto com esses animais.
Pode-se contrair a doença comendo carne de porco ?
Não, como recordou neste sábado em Paris o Ministério da Agricultura. "A gripe de origem suína no México não se transmitepela carne, mas por via aérea, de pessoa para pessoa". A temperatura de cozimento (71º Celsius) destrói os vírus e asbactérias, precisam os Centros de Controle de Enfermidades dos Estados Unidos (CDC).
Trata-se de um novo tipo de gripe suína ?
Assim como no ser humano, os vírus da gripe sofrem mutação contínua no porco, um animal que possui, nas viasrespiratórias, receptores sensíveis aos vírus da influenza suínos, humanos e aviários. Os porcos tornam-se, então,"crisóis" que favorecem o aparecimento de novos vírus gripais, através de combinações genéticas, em caso de contaminaçõessimultâneas. Esses tipos de vírus híbridos podem provocar o aparecimento de um novo vírus da gripe, tão virulento como oda gripe aviária e tão transmissível como a gripe humana. Esse tipo de vírus que o sistema imunológico humano desconhecepoderia ter as características necessárias para desencadear uma pandemia de gripe.
Existe vacina contra esta doença ?
Só para os porcos. Não para o ser humano. Segundo as autoridades mexicanas, que citam a Organização Mundial de Saúde(OMS), a vacina existente para humanos é para uma cepa anterior ao vírus, com o qual não é tão eficaz. Mas a produção devacina pode tornar-se possível na medida em que o vírus tenha sido identificado. O Tamiflu, o medicamento que contémoseltamivir, utilizado contra a gripe aviária, é eficaz, diz a OMS.
A vacina contra a gripe estacionária humana nãoprotege contra a gripe suína.Por que a OMS está em estado de alerta ?
Porque há casos humanos associados a um vírus de gripe animal, mas também pela extensão geográfica dos diferentes focos,assim como pela idade não habitual dos grupos afetados, explicou a OMS em comunicado.








