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quinta-feira, 10 de junho de 2010

10/06 - Dia da Língua Portuguesa
"Tem palavra que não é de dizer
nem por bem nem por mal
tem palavra que não se conta
nem pra um animal
tem palavra louca pra ser dita,
feia, bonita e não se fala
tem palavra pra quem não diz,
pra quem não cala,
pra quem tem palavra
tem palavra que a gente teme
na hora H falta."

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Fragmento: Regurgitofagia ( Michel Mellamed )

Fragmentos do espetáculo Regurgitofagia (Trilogia Brasileira parte I) de Michel MelamedApresentado em junho de 2009 no Teatro Sesc Ginástico no Rio de Janeiro Mais infos: www.michelmelamed.com.br, http://twitter.com/michelmelamed e facebook.com (michel melamed)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Fragmento: Clarice Lispector

" Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."

quinta-feira, 25 de março de 2010

Fragmento:

"Quando eu era pequeno, meus pais descobriram que eu tinha tendências masoquistas. Aí me passaram a me bater todo dia, para ver se eu parava com aquilo." (Woody Allen, tentando explicar a improvável? volta do Sexo Verbal)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Fragmento: Salvando o mundo ( autor desconhecido )

Você não pode acolher todas as pessoas em teus braços. Não pode desejar salvar o mundo sozinho. E também não pode ater-se em tentar salvar uma pessoa todas as vezes que ela quiser colocar a mão no fogo.Algumas pessoas só aprendem quando se queimam, e neste momento aprendem a desviarem-se do fogo sozinhas, sem ser necessário que te preocupes com elas.Claro, que é muito bom ajudar as pessoas, mas nos incêndios que assolam nosso mundo, nossas vidas, deixar que cada um faça a sua parte implica em deixar que cada um cuide de si, também.Alguém precisa ser capaz de levantar para permitir que você possa estender a mão a outro, e à medida que as pessoas vão levantando, você deixa de ter uma preocupação para ganhar um aliado.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Fragmento: Dor de Fevereiro ( Elisa Lucinda )

Eu acordo magra. Acordo alta e fina. Não que eu durma baixinha e gorda, mas sempre acordo menos cheia da que foi deitar-se para esta manhã. Ontem, fui dormir com trinta e oito anos pela última vez. Gostei deles mas queria ter brincado mais. Eu gosto quando não acaba a brincadeira.
Amanheceu um domingo azul. Recortado pelo verde das montanhas parece até encomenda. O mar também veio com seus escândalos de anil...
Só minha mãe não compareceu ao calendário de hoje. Todos os anos ligava e era o mesmo ritual: Filha? Feliz aniversário. Você está quase nascendo. Já estou sentindo as contrações. E gargalhava na brincadeira materna. Me lembro, filha, que era domingo. Eu estava passando batom para ir ver os blocos, o desfile, quando senti a primeira contração. E depois a outra e mais outra... Larguei batom e seu pai me levou direto para a maternidade. Fiquei lá lendo umas revistas que seu pai comprou pra mim. Cê acredita?
Sim, porque foi chegar lá pra neném não dar sinal mais de nascer. Só foi nascer ao meio-dia, a danadinha. Linda! Não é por ser minha filha não, mas nasceu linda. Duas pedrinhas azuis no lugar dos olhos. Ai, parece que estou vendo. Depois é que seus olhos ficaram verdes. Seu pai com você no colo se exibindo pros amigos médicos e enfermeiras. Todo bobo seu pai. E você era a cara dele. O homem chegava tá mole. E eu feliz que só vendo.
Você saiu sem me doer. Quando decidiu, veio. Saiu sem me sacrificar. Lá fora a gente só ouvia a banda da janela, os mascarados à tarde, a gente via. Feliz aniversário, filha!
A poesia de minha mãe era essa. Cotidiana. Costurada por dentro da palavra conversa e da palavra dia. Eu adorava ouvir essa história do meu nascimento pela voz dela e ia a cada ano descobrindo um novo detalhe dentro da narrativa. Aquela voz no meu ouvido a me contar que tinha cheiro vermelho de rouge, parecia um peito bom na minha cara e no meu ouvido.
Hoje é domingo azul de sol e carnaval outra vez. Nem sempre é domingo e carnaval e aniversário acontecem juntos. É só de vez em quando. Hoje é uma dessa vez. E passo batom em mim. Essa bandinha de bairro, bandinha de pracinha com esses senhores tocando “Cidade Maravilhosa” tem um jeito especial de encher meus olhos de lágrimas e ao mesmo tempo partir-me o peito. Vem na boca o gosto de toda a folia na adolescência em Jacaraípe com serpentinas pontuando a história.
Vou pintando os olhos vestindo a fantasia. Aquela conversa de minha mãe era uma bandinha de carnaval no meu ouvido. Hoje é domingo e aniversário. Minha mãe não ligou. No meu peito a clarineta, o tarol, o sax, o bumbo, toda a banda inteira do meu peito toca “Mamãe eu quero.”
*Elisa Lucinda é atriz e poeta

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Fragmento: D. H. Lawrence

D. H. Lawrence foi um dos escritores britânicos que mais gerou polêmicas e opiniões controversas. Sua obra, apesar de redimida e considerada como renovadora na estética da literatura inglesa do século XX, ainda hoje é incompreendida pelas pessoas, que já o chamaram, entre muitos adjetivos, de poeta indecente, imoral e pornográfico.
A Indecência Pode Ser Saudável (tradução)
A indecência pode ser normal, saudável;
na verdade, um pouco de indecência é necessário em toda vida
para a manter normal, saudável.
E um pouco de putaria pode ser normal, saudável.
Na verdade, um pouco de putaria é necessário em toda vida
para a manter normal, saudável.
Mesmo a sodomia pode ser normal, saudável,
desde que haja troca de sentimento verdadeiro.
Mas se alguma delas for para o cérebro, aí se torna perniciosa:
a indecência no cérebro se torna obscena, viciosa,
a putaria no cérebro se torna sifilítica
e a sodomia no cérebro se torna uma missão,
tudo, vício, missão, insanamente mórbido.
Do mesmo modo, a castidade na hora própria é normal e bonita.
Mas a castidade no cérebro é vício, perversão.
E a rígida supressão de toda e qualquer indecência, putaria e relações assim
leva direto a furiosa insanidade.
E a quinta geração de puritanos, se não for obscenamente depravada,é idiota.
Por isso, você tem de escolher.
Tradução: José Paulo Paes

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Fragmento: Raios da Manhã ( Jorge Vercilo )

"Meu AMOR eu só sei calar quando a voz da tua pele me pede assim: Navega em mim que eu sinto os prazeres do mar ..."

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Fragmento: Lya Luft !

Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.
O texto acima foi extraído do livro "Secreta Mirada",
Editora Mandarim - São Paulo, 1997, pág. 151.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Fragmento: NUVENS ( Flávio Venturine )

"As minhas canções inacabadas Vão ficar como folhas no vento Cruzes na beira da estrada Quando cesar em mim a energia, o movimento Mais do que cruzes, pousada Mais do que abrigo, alimento De uma aventura desenfreada Da minha breve estrada São os melhores momentos Viajante, não lhes peça nada Além de esperança e alento São folhas, são cadernos, são palavras São indecifráveis madrugadas Deixe-as seguir no vento "

sábado, 26 de dezembro de 2009

Fragmento:

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui." (Clarice Lispector)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Fragmento:

Chega uma hora na vida em que você descobre:
Quem interessa, Quem nunca interessou, Que não interessa mais... E quem ainda vai interessar.
Portanto, não se preocupe com quem já fez parte do seu passado; há um motivo para não estarem no seu futuro.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Fragmento:

" Aprendi que é importante deixar certas coisas irem embora. Soltar, desprender-se. Que precisamos entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Aprendi a não esperar nada de ninguém, a não esperar ser reconhecido pelo esforço que fiz, a não esperar que entendam o meu jeito e que entendam o meu modo de amar. Aprendi que encerramos ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa na nossa vida. Aprendi a fechar a porta, mudar o disco, limpar a casa, sacudir a poeira para deixar de ser quem eu era e me transformar em quem eu sou." - viva ; não deixe os obstáculos te derrubarem ; mas deixe a esperança te guiar !"

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Fragmento: FERNANDA YOUNG

"A verdade é que me enchi, de você, de nós, da nossa situação sem pé nem cabeça. Não tem sentido continuarmos dessa maneira. Eu, nessa constante agonia o tempo todo imaginando como você vai estar. E você, numas horas doce, noutras me tratando como lixo. Não sou lixo. Tampouco quero a doçura dos culpados, artificial como aspartame.
Fico pensando como chegamos a esse ponto. Não quero mais descobrir coisas sobre você, por piores ou melhores que possam ser.
Assim, chega. Chega de brigas, de berros, de chutes nos móveis. Chega de climas, de choros, de silêncios abismais. Para quê, me diz? O que, afinal, eu ganho com isso? A companhia de uma pessoa amarga, que já nem quer mais estar ali, ao meu lado, mas em outro lugar?
Sinceramente, abro mão. Vou atrás de um outro jeito de viver a minha vida, já que em qualquer situação diferente estarei lucrando.
Bom é isso, se agora isso ainda me causa alguma tristeza, tudo bem. Não se expurga um câncer sem matar células inocentes..."

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Fragmento: Clarice Lispector

" Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.

Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - E daí? Eu adoro voar! Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre."

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Fragmento: Pe Fábio de Melo

"A vida fica muito mais bonita quando partilhada. Tanto as alegrias quanto as tristezas, são realidades que não foram feitas para serem vividas na solidão. É na partilha do que é triste que nos preparamos para a superação, e é na partilha da alegria que nos tornamos capazes de prolongá-la no tempo. Nós sempre precisamos de amigos; gente que seja capaz de nos indicar direções; despertar o que temos de melhor e ajudar a retirar os excessos que nos tornam pesados. É bom ter amigos. Eles são pontes que nos fazem chegar aos lugares mais distantes de nós mesmos."

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Fragmento:

"A galeria do amor é assim
Um lugar de emoções diferentes
Onde gente que é gente se entende"
Agnaldo Timóteo

sábado, 31 de outubro de 2009

Fragmento: Mais do Melamed...

"Eu sempre achei que o amor,
Que o grande amor, fosse incondicinal. Que quando duas pessoas se encontram, que quando esse grande encontro acontece, você pode trair, brochar, dar todas as porradas, se for um grande o amor, ele voltará triunfal. Sempre! Mas não, nenhum amor é incondicional. Então acreditar na incondicionalidade do amor, é decididamente precipitar o fim do amor, porque você acha que esse amor aguenta tudo, então de um jeito ou de outro você acaba fazendo esse amor passar por tudo, e um amor não aguenta tudo, nada nesse vida é assim! E aí você fala que esse amor não tem fim, para que o fim então comece. Um grande amor não é possível, talvez por isso seja grande. Então, assim, nele, obrigatoriamente, pode caber também o impossível. Mas quem acredita? Quem acredita no impossível, que não apaixonadamente? Como a um deus, incondicionalmente."

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Fragmento: Pra pensar ...

"Quem promete ser o único fornecedor de orgasmos a um outro ser humano — pelo resto da vida — comete um ato irresponsável. Mas, por incrível que pareça, tem gente que promete. E o que é pior: tem gente que acredita...Deveriam ser todos processados por falsidade ideológica."
Edson Marques ( http://mude.blogspot.com/ )

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Fragmento: Carta do Benjamin para sua filha - parte do filme "O curioso caso de Benjamin Button",

"For what it's worth: it's never too late or, in my case, too early to be whoever you want to be. There's no time limit, stop whenever you want. You can change or stay the same, there are no rules to this thing. We can make the best or the worst of it. I hope you make the best of it. And I hope you see things that startle you. I hope you feel things you never felt before. I hope you meet people with a different point of view. I hope you live a life you're proud of. If you find that you're not, I hope you have the strength to start all over again."