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terça-feira, 22 de maio de 2012




Papo sério agora ...

Minha hora de mandar a letra e escrever o que realmente penso. Tudo a partir de um bate-papo muito franco com um amigo do trabalho na manhã de hoje:


"Tá na hora das pessoas que seguem religiões, perceberem que (...) a Bíblia não importa mais pra todos! E eles não são os donos do mundo! Quer o mundo perfeito? Vai vagar no deserto 40 dias sem água e morar na Palestina ...”
- A única coisa que deve ser levada ao pé da letra na bíblia em minha opinião, é a questão da compaixão e do amor ao próximo. Este sim é um ensinamento fundamental, que permanece vivo, neste interessante livro. Mas, no que diz respeito ao antigo testemamento por exemplo, todos os escritos não caracterizam nada além, de inúmeras “figuras de linguagem”, utilizadas como forma de exemplificar condutas morais, para um povo que limitava-se há uma “visão muito restrita” do mundo para época. 

Deixar de respeitar o próximo pode até lhe mandar pro inferno, mas não comer carne de porco ou varrer a casa no sábado, por DEUS isso é ignorância gente !!! 

Estamos em pleno século XXI. Paremos para refletir um pouco, sobre certas coisas, que estamos presenciando por ai ...

A questão é que tem gente que continua levando tudo a ferro e fogo, hoje em dia.


Penso, fazerem isso na maioria das vezes, pra esconder os próprios defeitos ou mesmo tentar afastar suas piores/maiores tentações. 

Superar a tentação da carne multilando o próprio membro ? 

Me parece menos digno que seguir o exemplo daquele Messias que permaneceu no deserto por quarenta dias, pondo-se 100% a prova, frente as suas maiores vontades. 
Ele foi digno o bastante e não tentou esconder ou afastar seus desafios/tentações. Encarou de frente, pagou pra ver e só assim pode diferenciar: o “certo” e o “errado”.

E ainda sim, O respeitemos ainda mais, por ser fiel as suas escolhas. 
Fica aqui mais um ensinamento então: Cada um com suas sementes, colhendo “dores e delícias” exatamente daquilo que conseguiu plantar na sua vida.

Portanto, não critique aquilo que você não vive, não fale do que você não sabe, e principalmente não julgue aquilo que você realmente não conhece.

Informe-se, atualize-se antes de emitir sua “respeitosa” opinião. 

Ficamos assim combinados ???

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Que saudade da minha infância e das comemorações do dia dedicado aos Ibejis e Ererês na Umbanda.

Das cantigas de roda e das mesas deliciosas de doces nas festas dos terreiros dedicadas a São Cosme e São Damião.

Saudade de caminhar o dia inteiro (sem cansar! ) pelas ruas do bairro, para pegar saquinhos de doce na casa das visinhas.

- Moça, você pode me dar um saquinho pro meu irmão que não pode vir comigo?

Era o truque.

O infalível e mais conhecido kaô, praticado por todos nós, que vivemos esta deliciosa brincadeira.

Eramos "Patifes Ingênuos" no crime de ser feliz !!!  Claro que elas sabiam que não existia irmão nenhum ou se existia ele estava ali na fila com você ...rs. Mesmo assim elas davam dois, três saquinhos e recebiam um sorriso lindo de criança de recompensa.

Depois em casa separavamos os doces em latas de "NESTON" gigantescas. Todos por categorias: DOCES / BALAS E CHICLETES / PIRULITOS. E depois por sub-categorias:

Os deliciosos, os bem gostosos, os pra trocar com os irmãos .... kkkk !!!!! Que saudade dessa fase !!!


"Pula corda tindolelê,

Pula corda tindolalá,
Pula corda tindolelê,
Pula corda Tindolalá,
Quem não sabe pular corda,
Não sabe sapatiar.
Quem não sabe pular corda,
Não sabe sapatiar."

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Fragmento: Uma visão sobre a Religião por George Carlin

Em relação a bobagem, bobagem daquelas memoráveis, daquelas que juntam falsas promessas com tudo mais, você precisa dar o braço a torcer pra religião. Nem precisa comparar com outra, não tem competição, a religião é imbatível.
A religião é a maior lorota de todos os tempos. Pense um pouco. A religião conseguiu convencer milhões de pessoas que existe um homem invisível que mora no céu e consegue ver TODAS as coisas que TODOS os homens e mulheres estão fazendo a QUALQUER momento.
E esse homem invisível tem uma lista especial com 10 coisas que você não deve fazer. E se você fizer qualquer uma dessas coisas que constam na lista, ele tem um lugar especial pra você ir, cheio de fogo e fumaça e coisas queimando e tortura, ele vai te mandar pra esse lugar pra você viver e sofrer e queimar e engasgar e gritar e chorar pra sempre. Pra todo o sempre. Até o fim dos tempos.
Mas esse homem te ama! Ele te ama... e precisa de dinheiro. Ele SEMPRE precisa de dinheiro. Ele é o todo poderoso, todo perfeito, sabe tudo, conhece tudo, mas por algum motivo, não sabe lidar com o próprio dinheiro, precisa de um homem de vestido ou um engravatado pra servir de contador. A religião é uma indústria de bilhões de dólares, não pagam impostos e sempre precisam de um pouco mais. Agora você me apresenta uma lorota maior que essa! Puta merda.Mas eu quero que você aprenda uma coisa, estou sendo sincero, EU QUERO que você saiba de uma coisa, em relação a acreditar em Deus, eu tentei, realmente tentei, tentei mesmo.
Eu tentei acreditar que existe um Deus, que criou cada um de nós a sua imagem e semelhança, ama cada um de nós e fica observando tudo 24 horas, eu realmente tentei acreditar nisso, mas eu preciso ser sincero, quanto mais você vive, mais você olha em volta e mais você se da conta... tem alguma coisa errada.
Tem alguma coisa errada aqui. Guerra, doenças, mortes, destruição, fome, sujeira, pobreza, torturas, crimes, corrupção e até a porra da camada de ozônio. Definitivamente tem alguma coisa errada. Isso não é um bom trabalho.
Se isso é o melhor que um Deus pode fazer, eu não estou impressionado. Resultados como esse não devem pertencer a um currículo de um ser supremo. Isso é o tipo de trabalho que você espera de um estagiário de uma agencia de publicidade.
George Denis Patrick Carlin (Nova Iorque, 12 de maio de 193722 de junho de 2008) foi um comediante, ator e autor norte-americano, pioneiro, com Lenny Bruce, no humor de crítica social. A sua mais polémica rotina chamava-se "Sete Palavras que não se podem dizer em Televisão", o que lhe causou, durante os anos setenta, vários dissabores, acabando preso em inúmeras vezes que levou o texto a palco.